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Casa Branca publica documento que aborda as perspectivas de Estratégica de Segurança Nacional dos EUA

  • Foto do escritor: Index Political Risk
    Index Political Risk
  • 15 de dez. de 2025
  • 3 min de leitura

RISCO PARA O BRASIL: MÉDIO


→ A nova doutrina de Trump indica um afastamento estratégico dos EUA da Europa, com redução da coordenação política e militar. O uso da coerção econômica eleva a incerteza regulatória e os riscos para cadeias produtivas e investimentos transatlânticos. A agenda anti-imigração adiciona um viés ideológico que intensifica a polarização política e fragiliza a coesão da União Europeia.

Na Europa, a coerção econômica e a opinião sobre políticas anti-migratórias tendem a ampliar a polarização política e fragilizar a coesão da União Europeia. A ferramenta de coerção econômica dos EUA aumenta a incerteza regulatória para empresas integradas ao mercado americano.



Escrito por Anna Ruiz, Lívia Placco e João Fante.

Fonte: Jonathan Ernst / REUTERS.


Trump pretende diminuir a participação dos EUA em decisões estratégicas na Europa

Os EUA publicaram a sua nova Estratégia de Segurança Nacional, que mostra uma alteração das políticas exteriores do país, que agora visa priorizar as suas relações com países asiáticos e da América Latina, por exemplo. Isso representará mudanças diretas nas relações competitivas com a China, principalmente diante dos riscos de conflito com o Taiwan. Ao se afastar da Europa, os EUA buscam reforçar a sua influência em regiões que são mais relevantes para a disputa comercial e política com a China. Com isso, a menor coordenação dos EUA com a Europa, incluindo dentro da OTAN, resultará em ações fragmentadas principalmente em ações de questões de segurança no continente europeu. De modo que a menor capacidade de ação dos países europeus deve se agravar à medida que o continente enxerga seu principal financiador militar se afastando e que a UE enfrenta fortes divisões internas.  



A nova NSS dos EUA terá impactos econômicos 

A reorientação da política externa dos Estados Unidos tem como principal instrumento a coerção econômica, com o uso de ameaças comerciais e pressões regulatórias como forma de influenciar o comportamento de aliados. Considerando que essa abordagem substitui a coordenação diplomática, a relação com a Europa passa a ser pautada de forma mais transacional, considerando o "desprezo" explicitado no NSS, o que eleva os riscos de instabilidade nas cadeias produtivas e no ambiente regulatório entre as duas economias. O risco se concentra no aumento da incerteza para setores estratégicos, especialmente aqueles ligados à indústria, tecnologia e comércio internacional. Esse cenário tende a aprofundar a fragmentação do sistema econômico internacional, com impactos diretos sobre fluxos de investimento, previsibilidade regulatória e coordenação macroeconômica entre economias avançadas.



Política anti-imigração instigada pelo governo Trump

A política de Trump em relação à Europa incorpora um componente ideológico explícito, centrado na crítica às políticas migratórias e aos valores liberais defendidos por governos europeus. O discurso anti-imigração funciona como um eixo de convergência entre a política externa americana e movimentos nacionalistas e conservadores dentro do próprio continente europeu. É relevante ressaltar que o documento trata da pauta anti-imigratória de maneira mais incisiva do que trata a questão com a China. Isso ocorre uma vez que Trump buscou não elevar tensões com a China tendo em vista as presentes negociações acerca do comércio de microchips e terras raras. O foco na pauta anti-imigratória aumenta a probabilidade de enrijecimento das leis anti-imigração tanto nos EUA quanto na Europa.




O que a Index prevê? 

  • É provável que haja um aumento na polarização política no continente europeu tanto internamente nos diferentes países quanto na discussão de pautas do bloco como um todo. A UE perderá capacidade de ação conjunta uma vez que essas divergências se agravam e que os EUA se afastem do continente como financiador financeiro e estratégico do bloco. A UE também não será capaz de substituir, por si só, os investimentos americanos, principalmente no setor militar. 

  • A coerção econômica provavelmente vai continuar sendo utilizada pelos EUA como ferramenta central de política externa, aumentando a incerteza regulatória para empresas  integradas ao mercado americano.


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