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EUA e Irã negociam acordo nuclear na Suíça mas tensão se mantém alta em Ormuz

  • há 13 horas
  • 3 min de leitura

RISCO PARA O BRASIL: MÉDIO


→ EUA e Irã avançam nas negociações nucleares na Suíça, chegando a um pré-acordo sobre limites nucleares iranianos, mas sem um tratado fechado. Enquanto isso, a presença militar americana no Golfo foi reforçada para pressionar Teerã, elevando o poder de dissuasão, mas também o risco de incidentes. Em resposta, Irã realizou exercícios no Estreito de Hormuz, mantendo a tensão regional elevada e ampliando a volatilidade geopolítica e energética.

→ A Index prevê que os próximos meses serão marcados pelo avanço técnico nas negociações na Suíça, focando em limites de enriquecimento e cronogramas de alívio de sanções. No curto prazo, a manutenção do reforço naval americano e os exercícios iranianos no Estreito de Hormuz manterão a volatilidade elevada nos mercados de energia. Por fim, projeta-se que o Irã utilize sua capacidade de bloqueio estratégico como ferramenta de barganha para garantir concessões econômicas concretas antes de um tratado final.


Escrito por Manuela Baptistella e Lívia Sampaio.

Fonte: BBC


Trump pressiona Irã para fazer um acordo que limite o programa nuclear iraniano sob ameaças de ataque militar em reunião na Suíça


Nesta terça-feira (17), representantes dos EUA e do Irã, e mediados por autoridades de Omã, chegaram a um entendimento sobre um possível futuro acordo referente a linhas gerais, como limites ao enriquecimento de urânio e maior cooperação com a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), mas não representa um tratado fechado. Ainda há divergências importantes sobre detalhes técnicos e a extensão do alívio das sanções econômicas exigidas por Teerã para qualquer compromisso concreto, evidenciando que o processo permanece delicado e sujeito a retrocessos. No entanto, demonstra grande avanço comparado a meses anteriores em que as negociações mal avançaram.


O aumento da presença naval e o poder de dissuasão americanos


Enquanto as negociações avançam tecnicamente, os Estados Unidos continuam a reforçar sua capacidade militar na região do Golfo Pérsico, ao deslocar porta-aviões e outros ativos navais como forma de pressionar o Irã e dissuadir ações agressivas. Dessa forma, a pressão americana na região demonstra que a diplomacia ocorre acompanhada de poder de dissuasão.Entretanto, essa mesma presença eleva os riscos operacionais no curto prazo, pois a concentração de forças em espaço marítimo limitado aumenta a probabilidade de incidentes involuntários, o que, em um ambiente já carregado de desconfiança, poderia rapidamente piorar o clima político e militar. Na perspectiva do risco político, trata-se de um fator de volatilidade que precisa ser monitorado de perto.

Irã reage a partir de força militar no Estreito de Hormuz


Em resposta à pressão americana, o Irã realizou exercícios militares no Estreito de Hormuz, uma das rotas mais críticas do comércio global de petróleo, sinalizando que pode usar capacidade de bloqueio ou perturbação dessa passagem estratégica como ferramenta de barganha. Essa combinação de diplomacia cautelosa e demonstração de força sugere que o governo iraniano está tentando mostrar tanto abertura para negociações quanto capacidade de resistência. Nesse sentido, isso significa que o equilíbrio regional permanece frágil, qualquer incidente, naval ou por retórica inflamada, pode rapidamente refletir nos mercados energéticos e nas relações entre grandes potências.

 


O que a Index prevê? 


  • É provável que nos próximos meses as negociações nucleares na Suíça avancem para a discussão de detalhes técnicos e cronogramas de alívio de sanções, embora sem a assinatura imediata de um tratado definitivo.

  • No curto prazo, é altamente provável que haja um aumento na volatilidade dos mercados de energia e riscos operacionais no Golfo Pérsico, devido à manutenção da presença naval americana em paralelo aos exercícios militares iranianos no Estreito de Hormuz.

  • No curto prazo projeta-se que o governo iraniano utilize sua capacidade de perturbação em rotas comerciais estratégicas como principal ferramenta de barganha para pressionar por concessões econômicas concretas dos EUA








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