Mudanças na política externa Mexicana refletem busca por soberania interna
- há 2 dias
- 3 min de leitura
RISCO PARA O BRASIL: MÉDIO
→ A morte de 'El Mencho' provoca alta instabilidade interna no México, afetando a infraestrutura e a população civil. A imposição de narcobloqueios em eixos logísticos estratégicos compromete as cadeias de suprimento transfronteiriças, elevando o risco operacional. Nesse cenário, o distanciamento diplomático de Cuba reflete uma política externa de subordinação pragmática aos EUA para assegurar suporte bélico e estabilidade comercial.
→ O governo do México sofrerá com ataques de grupos armados em resposta à morte de El Mencho, prejudicando sua soberania e elevando o risco logístico nos eixos estratégicos. Observa-se uma tendência de aumento nos custos operacionais transfronteiriços e na aversão ao risco por investidores. Consequentemente, Sheinbaum consolidará a subordinação diplomática a Washington e o isolamento de Cuba para assegurar o apoio bélico e a estabilidade comercial necessária à governança nacional.
Escrito por Érico Mazzini e Lívia Sampaio.

Fonte: CNN
Morte de “El Mencho“ provoca alta instabilidade no México
Após a morte do líder do Cartel “Jalisco Nueva Generación”, apelidado “El Mencho” em operações especiais do exército mexicano, o cartel respondeu com bloqueios de estradas, incêndios de veículos e ataques coordenados por todo país. A morte do líder mexicano provoca um risco iminente à soberania do Estado Mexicano, visto que o governo agora esta sendo ameaçado por diversos subdivisões do Cartel, que atacam civis e destroem a infraestrutura local. É provável que a morte de El Mencho provoque um conflito contra o Narcotráfico, e que caso seja escalonado, pode levar a uma guerra civil.
Relação ambígua com Cuba
Após uma pressão imposta pelos Estados Unidos, a presidente mexicana Claudia Sheinbaum anunciou cortar o envio de petróleo para a ilha de Cuba. Ainda que ofereça ajuda humanitária, o fornecimento do combustível foi limitado por pressão da nova política de Trump. Sheinbaum calcula que essa ação provoca um teste de fidelidade aos Estados Unidos, grande provedor de suprimentos para combater o ataque dos cartéis de narcotraficantes. O México seguirá complacente em isolar Cuba uma vez que necessita do apoio de Washington para combater sua instabilidade interna. Assim, Sheinbaum busca relativizar a tradicional relação especial entre México e Cuba para priorizar sua governança nacional e soberania
Comprometimento dos eixos logísticos e risco às cadeias de suprimento transfronteiriças
Diante da resposta coordenada das subdivisões do cartel após a morte de 'El Mencho', observa-se uma escalada no bloqueio de rodovias estratégicas e ataques a comboios de carga, o que eleva o risco logístico para as rotas comerciais que conectam o México aos Estados Unidos. Esse cenário de insegurança nos principais eixos logísticos estratégicos não apenas encarece o custo do frete e dos seguros, mas também ameaça a continuidade das cadeias de suprimentos integradas sob o tratado comercial regional. É provável que, no curto prazo, a incapacidade do Estado em garantir o livre fluxo de mercadorias resulte em uma percepção de alto risco para o investimento direto estrangeiro.
O que a Index prevê?
É altamente provável que o Estado Mexicano seja alvo de mais ataques terroristas e tenha uma crise de segurança pública.
No curto e médio prazo, o governo mexicano continuará mais dependente de Washington, e seguirá como um parceiro estratégico no Caribe.
É provável que haja um aumento do risco soberano e dos custos logísticos transfronteiriços devido à incapacidade do Estado em assegurar o livre fluxo nos eixos estratégicos.
.png)

Comentários