Política econômica de Trump: tarifaço contra Canadá e antigos aliados econômicos
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RISCO PARA O BRASIL: MÉDIO
→Donald Trump retorna com política econômica agressiva de tarifaço e impõe taxas de 50% à produtos canadenses como automóveis, álcool e laticínios.
→Frente às tarifas econômicas americanas, o Canadá poderá reagir com taxas proporcionais ou com uma aproximação econômica com a China no mercado de terras raras.
Escrito por: Augusto Oliveira e Manuela Romão

Fonte: AP Photo/Mark Schiefelbein
Tarifaço americano ao Canadá
No primeiro semestre de 2026, o presidente americano Donald Trump impôs uma tarifa de 50% à produtos canadenses como automóveis, álcool e laticínios. A atitude do presidente reforça sua postura político-econômica agressiva e isolacionista, na qual prioriza a posição interna de seu país e impõe altas tarifas aos demais países, mesmo à aliados econômicos estratégicos como o Canadá. Já nos primeiros meses de seu mandato, Trump adotou uma medida econômica agressiva que poderia ocasionar uma guerra tarifária entre os países e elevar a inflação e o custo de vida da população, sobretudo a americana.
Possível retaliação canadense?
Diante das altas taxações contra produtos antes exportados para os Estados Unidos, o Canadá possui a capacidade de retaliar as taxações visto que seu governo se manifestou em repúdio à atitude de Donald Trump já em 2025. O primeiro-ministro de Ontário, Doug Ford, sugeriu ao governo do Canadá retaliar a medida com tarifas proporcionais para proteger a economia do país. No passado, diante de tarifas americanas, o Canadá reagiu aplicando tarifas à veículos motorizados dos Estados Unidos. O Canadá, por possuir uma reserva considerável de terras raras, possui vantagem em futuras negociações referentes às tarifas americanas, visto que pode negociar a exploração e exportação de terras raras para os Estados Unidos que busca ampliar suas reservas e parceiros estratégicos.
Impactos para a USMC
Para o bloco econômico que abrange Estados Unidos, México e Canadá, o tarifaço aplicado por Donald Trump desafia o pacto de 2020 da USMC que protegia produtos agora taxados pelo governo americano. Além de desrespeitar uma medida prévia, a atitude econômica agressiva dos Estados Unidos desafia a veracidade do bloco e abre espaço para negociações acerca de como os demais países devem reagir.
Mesmo que as relações econômicas entre o bloco tenham sido impactadas pelas tarifas americanas, o Canadá se demonstra disposto a continuar com as negociações do Bloco e renovar o pacto comercial com o México e EUA. A atitude é embasada na afirmação feita pelo primeiro-ministro canadense, Mark Carney, que alegou que seu governo poderá e irá negociar pesadamente a fim de resolver as disputas econômicas e alcançar os benefícios que o comércio livre proporciona.
O que a Index prevê?
O Canadá deverá retaliar as tarifas impostas pelo governo de Donald Trump, embora não com a proporcionalidade sugerida por Doug Ford, mas o suficiente para reagir à agressão econômica americana.
É mais provável que o Canadá busque resolver o conflito com meios pacíficos a fim de evitar más relações com os Estados Unidos, por meio de negociações intensas com o país vizinho e com o México, membro da USMC.
Caso as taxações para o Canadá se agravem, é possível que o país busque uma aproximação com a China quanto a minerais críticos, que domina o mercado internacional de terras raras e é um rival econômico dos Estados Unidos.
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