top of page

Reunião entre Irã e aliança de Meca busca conter tensões, mas expõe riscos de escalada no Oriente Médio

há 13 minutos
3 min de leitura

PROBABILIDADE: MÉDIA-ALTA IMPACTO: ALTO  PROSPECTO FUTURO: PESSIMISTA


→ Representantes do Irã, Arábia Saudita, Turquia e Paquistão se reuniram em Teerã, em 26 de outubro, para discutir a segurança regional e alternativas diplomáticas para conter a escalada do conflito no Oriente Médio. O encontro ocorreu após a intensificação dos ataques dos houthis contra a Arábia Saudita e o aumento das tensões militares entre Estados Unidos e Irã. Trump deve esperar até as midterms para medir a aprovação popular do conflito.

→  O conflito do Irã tende a continuar, ainda diante das negociações, uma vez que um ponto comum entre Teerã e Washington e seus aliados ainda é muito distante. Trump deverá agir com cautela até o resultado das midterms americanas no dia 03/11

 


Escrito por Érico Mazzini e Mariana Campos



Fonte: O Globo



Irã e aliança de Meca discutem segurança regional em meio à escalada militar

As delegações discutiram alternativas para reduzir as tensões regionais e concordaram em manter o diálogo diplomático. Representantes da Arábia Saudita, Turquia e Paquistão, integrantes do Acordo de Defesa Conjunta de Meca, realizaram uma reunião com autoridades iranianas em Teerã. O encontro contou com a presença do ministro da Defesa saudita, Khalid bin Salman, do comandante militar paquistanês, Asim Munir, e do chefe da inteligência turca, Ibrahim Kalin. 

A reunião ocorreu em um contexto de crescente instabilidade no Oriente Médio, marcado pela continuidade do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã. Os houthis, grupo armado iemenita alinhado ao Irã, intensificaram ataques contra a Arábia Saudita, ampliando as preocupações com a segurança do território saudita e de sua infraestrutura estratégica.



Negociações buscam acordo de não agressão e redução das tensões com Washington


O encontro também discutiu a possibilidade de estabelecer uma rede regional de não agressão, além de abordar as negociações entre Washington e Teerã, a situação no Estreito de Ormuz e o bloqueio americano aos portos iranianos. O Paquistão, que já atua como intermediário entre os dois países, apresentou uma proposta de entendimento que poderia contar com os membros da aliança de Meca e o Catar como garantidores.

Apesar da continuidade das negociações, as divergências entre os envolvidos dificultam a construção de um acordo duradouro. Uma tentativa anterior de mediação, realizada em junho, resultou em um entendimento temporário que foi posteriormente interrompido pela retomada dos confrontos.



Resultado das midterms nos EUA mudarão o cenário da guerra


Com a proximidade das midterms estado-unidenses, o presidente Trump certamente adotará uma política de maior cautela visto que sua popularidade está historicamente baixa. Em fala pública no Texas, Donald Trump anunciou que a guerra do Irã acabará quando o presidente quiser e quando for comprovada a inexistência de bombas nucleares. Essa fala indica que Trump está esperando uma resposta nas eleições de midterm para calcular o apoio do povo americano ao conflito, o que desencadearia em uma aproximação mais diplomática por meio do acordo de Meca. A visão de Trump calcula que não se deve tomar medidas bruscas e incentivar os países do acordo a seguirem com negociações com Teerã.



O que a Index prevê?


  • É altamente provável que as negociações não produzam frutos de conciliação, uma vez que o Irã adota uma postura de anti-intervenção externa, desmoronando a confiança na proposta de Paquistão

  • Os Estados Unidos não realizarão mais ataques ao Irã, por medo de backlash reputacional nas midterms no início de novembro

Comentários


bottom of page