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Relações Comerciais entre China e Reino Unido se intensificam após período com baixa interação

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    Index Political Risk
  • há 8 horas
  • 3 min de leitura

RISCO PARA O BRASIL: BAIXO


Reino Unido estabelece novo acordo comercial com China como forma de diversificar risco e garantir maior estabilidade para o país. A China aproveita a tensão entre Estados Unidos e parceiros diplomáticos para adentrar a economia ocidental. Probabilidade de conflito econômico e diplomático entre China e Estados Unidos aumenta novamente.

A China buscará estabelecer novos laços com países da Europa e América. Donald Trump provavelmente reforçará críticas aos parceiros que se aproximarem da China. É provável que a influência econômica chinesa cresça em países ocidentais neste e nos próximos anos.



Escrito por Ana Ruiz e Henrique Zarich.


Fonte: BBC News


Acordo entre Reino Unido e China representa novas oportunidades comerciais e diplomáticas


Recentemente o primeiro ministro do Reino Unido, Keir Starmer, viajou para a China para concretizar acordos comerciais importantes referentes à circulação de pessoas, tarifas e investimentos com a potência asiática. Esta retomada de relações comerciais se fortaleceu após um período de 8 anos sem nenhuma visita de um primeiro-ministro britânico ao país e foi de grande interesse de ambos estabelecer novos laços econômicos. Tendo em vista que Starmer busca conciliar interesses chineses e britânicos em meio à tensões mundiais envolvendo o presidente Donald Trump, esta decisão pode ser entendida como uma forma de diversificar os riscos e diminuir sua dependência dos Estados Unidos (EUA). Isto se dá, uma vez que as ações do presidente americano no âmbito internacional se tornam cada vez mais imprevisíveis e disruptivas enquanto os chineses buscam se mostrar uma opção mais segura e menos volátil.



Tentativa de China de aumentar sua influência na economia ocidental


Nos últimos dois meses a China buscou fechar acordos comerciais com dois atores de destaque na economia mundial, sendo eles Canadá e Reino Unido. Estes acordos estão sendo firmados em um período de grande instabilidade para ambos os países do ocidente, que tiveram suas relações comerciais e diplomáticas abaladas por ameaças tarifárias de Washington. Ao mostrar que é uma alternativa mais estável que Trump, Xi Jinping adentra cada vez mais a economia ocidental e fortalece a relação com atores que poderiam se beneficiar e tranquilizar economicamente com esses novos laços, ao mesmo tempo que enfraquece a presença americana no Ocidente. Assim, Xi Jinping busca se tornar uma alternativa mais estável que Trump para realizar acordos comerciais.

Possibilidade de novas tensões entre China e EUA


Com os recentes acordos entre China e Canadá e China e Reino Unido, a tensão entre Londres e Ottawa com Washington cresce cada vez mais após um período de tensão resultado de tarifas elevadas impostas por Donald Trump que havia relativamente apaziguada após encontros entre os presidentes dos Estados Unidos e China para tratar deste assunto. Com isto, é provável imaginar que a crescente influência chinesa no Ocidente possa significar indiretamente e diretamente novas tensões e um novo âmbito de competição entre a grande potência americana e asiática uma vez que isso poderia gerar novos embates por influência  geopolítica e integração comercial.


 


O que a Index prevê? 


  • Nos próximos meses, será provável que a China busque estabelecer novos acordos com países que estão em meio às tensões com Trump.

  • É provável que cada vez mais será possível identificar a influência chinesa nas economias europeias e americana neste e nos próximos anos como forma de crescer sua influência e interações comerciais.

  • É altamente provável que Donald Trump intensifique seu discurso e punições em fevereiro como forma de repúdio a parceiros comerciais e diplomáticos que busquem estabelecer ou fortalecer relações com a China.









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